Todo mundo fala da importância e das vantagens da gente se mimar um pouco. O estranho é que quando a gente vê, mimamos todos à nossa volta, menos à nós mesmos. Em certos dias, sinto-me como se o dia tivesse me mastigado feito chiclete, e aí, a única vontade é de fazer o básico e dormir. E em certas noites, sinto que a noite me mastiga toda também, certamente, consequência de dias acelerados. Não há tempo para desacelerar. Aí, a palavra Slow me ocorre. Longe. Muito longe de mim. E penso em como trazer para perto do meu dia a dia, esse modo de viver: delicado e lento. Deixar de fazer as coisas correndo e deslizar feito caracol pela vida. Penso em um banho. E vou. Mas bem devagar, ao menos hoje, porque é sábado e não quero fazer nada. Só deslizar. É isso, minhas ideias estão slow, então, um beijo e um abraço a quem passar por aqui.sábado, 26 de setembro de 2009
Slow
Todo mundo fala da importância e das vantagens da gente se mimar um pouco. O estranho é que quando a gente vê, mimamos todos à nossa volta, menos à nós mesmos. Em certos dias, sinto-me como se o dia tivesse me mastigado feito chiclete, e aí, a única vontade é de fazer o básico e dormir. E em certas noites, sinto que a noite me mastiga toda também, certamente, consequência de dias acelerados. Não há tempo para desacelerar. Aí, a palavra Slow me ocorre. Longe. Muito longe de mim. E penso em como trazer para perto do meu dia a dia, esse modo de viver: delicado e lento. Deixar de fazer as coisas correndo e deslizar feito caracol pela vida. Penso em um banho. E vou. Mas bem devagar, ao menos hoje, porque é sábado e não quero fazer nada. Só deslizar. É isso, minhas ideias estão slow, então, um beijo e um abraço a quem passar por aqui.quinta-feira, 17 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ar_rum(o)_ação
Das lindezas
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Tarde demais.
Tudo depende do olhar.Eu olho essa casinha largada aí no meio do nada e a vejo, quase que ao mesmo tempo
que dessa forma, de outra forma, transformada.
Vejo o mato em torno dela aparado, as janelas abertas e pintadas de amarelo com cortinas delicadas balançando ao sabor do vento. Vejo seu branco restaurado, seu telhado reforçado, as portas abertas, permitindo espiar lá dentro a harmonia, e um café gostoso servido na mesa, sobre uma toalha de renda branca, em louças antiguinhas de cor rosa, e um bolo cheiroso de laranja aromatizando os cômodos. Veja canteiros ao redor da casinha, margaridas multiplicadas de mim em mil, um caminho bonito de pedrinhas brancas que levam até o lago plácido que está ali, quase ao lado, e que oferece todo o tempo, a sinfonia das águas que acalmam. Eu vejo pássaros, árvores de frutos saborosos, uma cerca baixa, branca, que sinaliza que ali se pode entrar. Vejo amor em cada fragmento dessa cena. Quem vive ali, tem as bençãos múltiplas do amor. E parece bom.
Tudo isso fez-me lembrar Carlos Drummond de Andrade:
(...) amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
TARDE
*
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
E por quê não?
.Queria ser uma velhinha bem velhinha,
e ter uma loja de flores
em alguma esquina de Paris.
Você já botou reparo numa loja de flores?
_ a toda hora entra alguém com alguma intenção
AMOROSA para oferecer ao ser amado.
Estaria perto do amor, das flores, em Paris,
e sem risco de me machucar:
seria apenas a velhinha das flores.
PARFAIT!
*
terça-feira, 18 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
é, eu vou voar.
sábado, 15 de agosto de 2009
Oxalá
Lástima II
Como você nunca vai ler isso mesmo, direi sem meio termo que envelheci. Você foi embora a tempo de não ver isso de perto. Fiquei amarga, descrente, e murcha como uma tâmara esquecida em alguma gaveta. Não, não vou culpá-lo. Foi o tempo, foi a sorte, foi o juízo, foi o seu destino que te soprou o certo a se fazer. Virei aqui às vezes, quando a saudade não me der sossego. Escreverei minhas palavras torpes, te trarei para perto, mas só aqui, prometo. Não sou de ferro, preciso pensar em você, preciso sentir um pouco isso que me fazia tão viva, preciso sentir você em mim. Mas fique tranquilo, fora isso, estás livre do meu pensamento.*
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Voa
Eu esperei por você todo esse tempo.Não deve ter havido hora,
nem minuto, nem segundo, nem mesmo
algum milésimo de segundo,
que você não tenha batido junto com meu
coração, que você não estivesse nas ondas dos meus pensamentos.
Acariciei meu velho relógio a cada hora passada,
porque em minha mente era algo a se festejar:
_ uma hora a menos longe de você.
Colhi, todos os dias, flores nos jardins da vizinhança
toda, para que, caso você surgisse, houvesse cor, delicadeza
e perfume. Fiquei conhecida como a moça que afana flores.
Por que eu não as colhia do meu próprio jardim?
_ Eu colhia. Todo santo dia. Arranquei tantas flores que os canteiros foram rareando, enfraquecendo, até que pararam de brotar. Dizem que é a mão. Não devo estar com a mão boa para plantar. Nem para colher.
Meu coração está meio assim também. Colhi tanto amor, tantas palavras, tanta devoção para dar à você... mas você não regou, não regou. Você ficou a olhar os jardins e as flores e os corações espalhados por aí, que tanto encantam teu inquieto e insaciável coração, que as flores sensíveis do meu coração não souberam suportar tal desatenção.
Vi você esses dias. Você me viu também, deu um daqueles olázinhos rápidos, estava com pressa. Achou mesmo que eu não notaria o perfume de marcelas, micaellas, melissas em você?
Vai moço de tantos olhos. Solto você do meu coração. Não contarei mais as horas que passam, nem as horas que faltam, não colherei mais flores nos vizinhos, vou tentar replantar flores no meu próprio jardim. Vou tentar colocar paz no meu coração.
Você é um beija-flor, livre e inquieto. Tola fui eu, em não perceber isso. Fazer o que?
_ sou flor que não gosta de dividir passarinho.
*
terça-feira, 30 de junho de 2009
Beijos
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Quase de Malas Feitas
Ontem duas palavras magníficas bateram à minha porta:Paixão e Viagem.
Assim, no nada, elas se repetiram em mensagens. Grifadas, gritantes, pintadas de bolinhas coloridas, de verde, e de azul e muito rosa, claro. E visitaram meus pensamentos insistentemente, involuntariamente, como ideia fixa e não procurada. Invasoras palavras.
Tudo começou por causa de um carro que passou lentamente pela loja, com placa da cidade dele, o que é estranho porque moramos em extremos opostos do país. Seria como um carro da Bahia passando por Curitiba, por exemplo. Não é comum. Não foi, aliás.
Aí, a sabotadora máquina de lembranças lembra do que ele disse uma vez:
_ um dia vou estar na porta da loja, te esperando, pra te levar embora comigo. Creio que foi a coisa mais excitante, empolgante, dilacerante, e ansiada que MEU CORAÇÃO já ouviu.
Devidamente associadas, somam-se a isso as duas palavrinhas que se repetiram de formas múltiplas no dia e eu pirei, imaginando quais roupinhas levar, a cor branca dos lingeries que ele curte, os creminhos, o destino, o que faltava comprar, o nosso destino. O encaixe, o encontro.
Somemos, então:
_ Paixão,
_ O carro de fora passando lentamente pela loja,
_ A promessa dele,
_ Viagem,
Resultado igual á
um dia com pés no céu, borboletas no estômago e cabecinha do mundo da lua. Sorrindo.
Foi tudo ilusão, mas foi bonito demais considerar essa possiblidade.
P.S.
de qualquer forma, aquele carro, aquela placa de fora, a lenta passagem, ainda não me saem do pensamento.
*
domingo, 10 de maio de 2009
A minha parte, eu quero em balas.
A vida é incrivelmente misteriosa. E complexa.Ela nos faz seguir caminhos que não escolhemos
necessariamente, e transitando por eles, sentir dores e agonias e angústias , tantas e tão múltiplas, e tudo que a gente queria era sentar num lugar fofinho, e dividir doçuras com os entes amados. Interminavelmente.
Ah! vida safada... descomplica, vai!
terça-feira, 17 de março de 2009
Dia da Mulher?
Podemos ser loiras,Podemos ser morenas,
Podemos ser ruivas,
Podemos ser belas,
Podemos ser elegantes,
Podemos ser delicadas,
Podemos ser inteligentes,
Podemos ser criativas,
Podemos ser intuitivas,
Podemos mudar o mundo,
Podemos gerar filhos,
Podemos suportar dor,
Podemos ser amantes,
Podemos ser namoradas,
Podemos até ser amadas,
Mas, enquanto o dia de Mulher
precisar ser lembrado,
de verdade, não podemos nada.
*
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Um Grito
Era uma vez
uma moça que não gritava.
Toda noite,
no entanto,
ela sonhava que era livre
e podia gritar.
E gritava no sonho,
sem parar.
O que ela gritava?
_PAREM!!!!!
*
uma moça que não gritava.
Toda noite,
no entanto,
ela sonhava que era livre
e podia gritar.
E gritava no sonho,
sem parar.
O que ela gritava?
_PAREM!!!!!
*
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Lastimo, sobremaneira!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Bem-Querer bem doce.
*
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